quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MUSICA NA IGREJA: TÉCNICA X UNÇÃO

Existem vários assuntos que atualmente vem gerando grandes discussões em nossas igrejas, e essa realidade não esta presente somente no meio musical. Embora, frequentemente o fator problematizador, é colocado em um pedestal, e fica em evidência, tempo necessário, para que a visão fique ofuscada, desgastada. Aqui vai mais um tema polemico, não para descobrir a forma de liderança dos amados irmãos parceiros de ministério, más para trazer uma diretriz afim de que o corpo de Cristo seja glorificado.

Uma certa vez, eu estava viajando com mais dois amigos, onde passei a presenciar uma discussão, que deu inicio, quando um deles comentou sobre a música que estava tocando no radio, e comentou que a música era ungida, logo o outro perguntou, como ele fazia para medir a unção das músicas, e a partir daquele momento eu fiquei pensando sobre o assunto, afinal, como se medi a unção das músicas, ou das pregações, já que, movimentos emocionais se explicam por si só, ou seja, músicos profanos também fazem pessoas chorar com suas músicas, e produtores de cinema com seus filmes. E ai, meu irmão! Como se mede a unção?
Em um dos livros do Pr. João A. de Souza Filho, que tem por título Cânticos ou Mantras?, ele descreve que aparições, luzes, visões,choros, não determinam que a experiência espiritual seja vindo da parte de Deus. O autor afirma que um fator relevante, nessa experiência é a forma como as pessoas reagem após ela, afinal, alguns alegando terem tido “experiências sobrenaturais”, se rebelam contra a igreja local, gerando problemas e causando escândalo por toda a igreja.

A bíblia revela algo muito profundo a cerca de um coração de adoração, que são, os frutos que são gerados ao longo de uma jornada ministerial. Já foram citados em algumas edições do JTF, ministérios de louvor e cantores evangélicos, que embora sejam conhecidos por suas canções, tem uma relação muito forte com a igreja local, trabalhando lado a lado, com os ministérios da família, comunhão, missão, e nesse caso os frutos indicam o sentimento de adoração que rege a vida de cada um desses músicos.
Na semana que se passou, eu estive tocando com Adhemar de Campos em um evento chamado Ministrart (evento de artes promovido pela Braza) ali eu vi um homem com mais de trinta anos de ministério, falando de Cristo com muita paixão. Más existe algo que fala muito mais pelo Adhemar que as suas palavras, são seus frutos, e esses fatores o classificam como alguém ungido.

Em um outro ponto, nós temos a técnica, que é o resultado de elementos que vão me qualificando ao longo do seu desenvolvimento para fazer algo. No caso da música é muito associada e as vezes confundida com virtuosismo, que nada mais é que um musico com técnicas aprimoradas. A técnica quando executada da forma certa, leva ao aprimoramento, e a partir desse momento, aptidão para exercer as funções musicais dentro da igreja, que consequentemente podem passar a ensaiar,compor e até mesmo gravar. A bíblia cita algumas referencias que explicam esse aprimoramento técnico, um exemplo clássico é a passagem em que o rei Saul pede alguém que tocasse e tocasse bem, sem sombra de dúvidas Davi era alguém que tinha uma boa técnica em seu instrumento. Na separação da tribo de Levi para a função do louvor, a palavra fala de pessoas vocacionadas para a função, esses certamente tinhas suas habilidades técnicas bem desenvolvidas. Além do mais, o desenvolvimento técnico deixa subentendido que alguém dedicou parte do seu tempo para tal função, assim exercendo o seu chamado com excelência.

Agora, algo fundamental nesse processo, é entender que são duas funções bem distintas, mesmo eu tendo que exercer elas ao mesmo tempo. Quem quer unção não pode buscar na técnica instrumental, e quem quer técnica musical não pode buscar, na “escola dominical”.

Exceto alguns casos, em que os músicos alegam aprender diretamente com os anjos, e quase na sua totalidade, colocando os anjos em maus lençóis, quando tocando, sua musica não ser nada angelical.
Más o que é mais importante, técnica ou unção? Eu não diria o que é mais importante, eu digo, que a habilidade musical não te forma um adorador, más um adorador não vive sem unção.
A igreja necessita mais do que músicos profissionais, porque nesse quesito os seculares entram no páreo, e isso é tão real, que uma boa parte dos cantores evangélicos estão gravando com músicos não cristão (e nesse caso a técnica musical é confundida com unção), a igreja necessita de mais adoradores, comprometidos com a obra de Deus como um todo, não apenas com uma agenda.

Homens de Deus se relacionam com a bíblia, com oração, com discipulado, com congregar, com missão, com comunhão, com a adoração em todas as suas vertentes, e isso não se analisa na ficha técnica de cada CD gravado, esse quesito se analisa em andar junto, em ter comunhão com o cantor ou com aquele pregador.

Esse é o tempo em que os nossos ministros e músicos, precisam rever os conceitos daquilo que nós desenvolvemos como “vida com Deus”, não usando os mesmos parâmetro de comparação dos artistas evangélicos, e de quem tem unção ou não, ou da técnica e o talento musical, que as vezes insiste em substituir uma vida com Deus. Que sejamos nós mesmo, todos tendo suas próprias experiências com Deus, e crendo que o Pai de fato tem um plano para cada um de nós, e se tratando de “Artista” ninguém é mais criativo que Ele.

Texto: Daniel "Kbça" Nunes

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